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Sexualidade em 2026: Você Quer Uma Vida Sexual Viva… ou Só Uma Performance Bem Ensaiada?

  • Foto do escritor: Lelah Monteiro
    Lelah Monteiro
  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

2026 não precisa ser “o ano em que você tentou melhorar a vida sexual”. Pode ser o ano em que você finalmente parou de repetir o mesmo roteiro e começou a viver a sua sexualidade com mais verdade, mais presença e menos culpa.

E antes que você pense “lá vem mais uma lista de dicas”, respira.


Sexualidade não é checklist. É termômetro. Ela mostra como anda sua relação com o seu corpo, com o seu desejo, com a sua liberdade… e com a forma como você se permite sentir.


A verdade desconfortável: a sua vida sexual está refletindo a sua vida emocional

Eu vejo isso o tempo todo em terapia.

A pessoa vem com a queixa: “Lelah, minha libido sumiu.” “Lelah, eu não sinto mais vontade.” “Lelah, o sexo virou obrigação.” “Lelah, eu sinto que estou quebrada.”


E eu vou ser bem honesta: na maioria das vezes, não é o corpo que está com problema. É o corpo que está avisando.


O desejo não morre do nada. Ele não desaparece “porque sim”. Ele vai embora quando:

  • você vive no piloto automático

  • você está sobrecarregada

  • você está desconectada do próprio corpo

  • você está num relacionamento onde o sexo virou moeda, prova de amor ou termômetro de aprovação

  • você aprendeu que prazer é “luxo”, “pecado” ou “coisa de gente sem problemas”

E aí, meu amor… o corpo fecha a porteira.


2026 e a nova coragem: parar de fingir

Tem uma “tendência” silenciosa que eu vejo crescer (e amo): gente cansando da performance.


Cansando de:

  • fingir orgasmo pra terminar logo

  • fazer sexo pra evitar briga

  • dizer “tá tudo bem” quando tá tudo péssimo

  • achar que o problema é “não ter frequência”

  • se comparar com a vida sexual da internet (que, convenhamos, é uma novela editada)


Em 2026, a sexualidade saudável não vai ser a mais intensa. Vai ser a mais honesta.


E honestidade aqui não é “jogar verdades na cara”. É ter maturidade pra dizer:

“Eu não sei mais o que eu gosto.” “Eu sinto falta de me sentir desejada.” “Eu sinto falta de me desejar.” “Eu tenho medo de decepcionar você.” “Eu quero uma vida sexual mais viva, mas eu não sei por onde começa.”


Desejo não se exige. Desejo se constrói.

Vou te dar uma imagem que talvez te ajude:


Desejo é fogo. E fogo precisa de 3 coisas:

  • combustível (vitalidade, energia, curiosidade)

  • oxigênio (espaço, novidade, liberdade)

  • faísca (presença, conexão, imaginação)


Agora me diz com sinceridade: como você quer ter fogo… vivendo afogada?


Às vezes, o que você chama de “falta de libido” é só falta de vida. Falta de descanso. Falta de prazer cotidiano. Falta de sentir o próprio corpo sem pressa. Falta de um relacionamento onde você se sente segura pra existir como você é.


O sexo que salva não é o sexo perfeito. É o sexo possível.

Eu não acredito em “vida sexual perfeita”. Eu acredito em vida sexual real.

Aquela que tem conversa. Que tem ajuste. Que tem fase. Que tem reconstrução.


E aqui vai a cutucada amorosa: se você está esperando vontade pra começar, talvez você nunca comece.


Vontade não é sempre o início. Muitas vezes, ela é o resultado.


Às vezes o caminho é:

  1. presença

  2. toque sem cobrança

  3. intimidade emocional

  4. segurança

  5. aí sim… desejo


Um exercício simples (e poderoso) pra começar 2026

Se você está em um relacionamento, responde isso (de verdade, sem filtro):


1) O que eu finjo na minha sexualidade? (que eu gosto, que eu não me importo, que tá bom, que “tanto faz”…)


2) O que eu sinto falta de pedir? (porque tenho vergonha, medo, culpa, receio de magoar…)


3) O que eu quero sentir em 2026? (não “o que eu quero fazer”. O que eu quero sentir.)


👉 Se você for corajosa, transforma isso em conversa. E se não der pra conversar sem virar briga, isso também é uma informação valiosa.


Pra fechar: 2026 pode ser o ano do seu prazer sem desculpa

Não o prazer performático. Não o prazer pra agradar. Não o prazer pra manter o relacionamento.


O prazer que te devolve pra você.


E quando você volta pra você… o resto muda. Seu corpo muda. Seu olhar muda. Seu relacionamento muda.


 
 
 
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